29 de Janeiro: Dia da Visibilidade Trans

por Laryssa Cunha
foto: Cris Faga

Nesta mesma data, no ano de 2004, há 13 anos, foi lançada no Congresso Nacional a primeira campanha contra a transfobia no Brasil, chamada “Travesti e Respeito”, lançada pelo Ministério da Saúde e entidades da sociedade civil.

O Dia da Visibilidade Trans é celebrado com objetivo de ressaltar a importância da diversidade, do reconhecimento, conhecimento e respeito por essa população. Embora a discussão sobre o assunto tenha ganhado maior relevância nos últimos anos, os problemas no meio social ainda são enormes. A população brasileira de transexuais ainda sofre com dificuldade no acesso à educação, trabalho, saúde e, diariamente o desrespeito e violência são registrados no país.

Devido ao pensamento arcaico, falta de conhecimento, preconceito e outros aspectos, o Brasil está no topo do ranking das nações que mais matam transexuais no mundo. O país, segundo pesquisa realizada pela ONG europeia, Transgender Europe (TGEU), que auxilia, ajuda e protege os direitos da população, dentre janeiro de 2008 e março de 2014, morreram no Brasil, 604 transexuais.

Além da violência o grupo sofre com o baixo nível de escolaridade. No Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda não existem estatísticas sobre o nível de formação das pessoas trans, visto que, grande parcela possui, ainda um baixo nível de escolaridade por diversos fatores, evidenciando mais um problema: muitos, se não a maioria dos transexuais entram na prostituição para sobreviver.

O aumento da visibilidade trans vem ganhando proporções. Em 2013 foi criado o “TransEmpregos”, site disponibilizado com o intuito de aproximar pessoas trans das empresas.

Apesar dos diversos problemas, o Brasil vem alcançando grande avanço quando se fala em melhorias na qualidade de vida dessa população. Em 2012, uma portaria do Ministério da Educação (nº 1.612 de 2011), assegurou que os transexuais tem o direito de tratamento pelo nome conforme se reconhecem.

Buscando ampliações para a saúde dos transexuais, o Ministério da Saúde disponibilizou para a população novos serviços ambulatoriais em janeiro deste ano. Agora, o Brasil conta com nove centros que oferecem terapia hormonal. Cinco deles disponibilizam cirurgia para mudança de sexo, a chamada de redesignação sexual.

Avanços como o atendimento aos transexuais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) vem se desenvolvendo e crescendo com o passar dos anos. Segundo o Ministério da Saúde: “Entre 2015 e 2016, foi registrado aumento de 32% nos atendimentos ambulatoriais, passando de 3.388 em 2015 para 4.467 em 2016. O número de cirurgias de mudança de sexo do masculino para o feminino cresceu 48% de 23, em 2015, para 34 em 2016. A terapia hormonal no processo transexualizador também subiu de 52 para 149 procedimentos, aumento de 187%.”

Assista ao documentário ‘Precisamos Falar sobre Transgêro’, produzido pelo Coletivo Reverso:

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